Sunday, 12 July 2009

É muito bom saber, amigo

Roberto Carlos é um cara que vende muitos discos. Erasmo Carlos nem tanto.

Esse frase inicial não tem nenhuma importância. Graças a Deus. O que se vê nesse vídeo é uma demonstração pública e desinteressada de amizade sincera e profunda. Além disso, é um baita exemplo em uma era bobinha, onde as pessoas correm pra dar valor ao que parece ter valor. Ora, o que tem valor de verdade, vamos combinar, não é mensurável, pois quando somos todos iguais e, sim, somos, não existe como e porque competir, comparar; o que existe é harmonia, unidade e amor.

Roberto e Erasmo, adorei, bicho, obrigada... Lindo!

PS Retórico - Não preciso lhe dizer, tudo isso que eu te digo, mas é muito bom saber que eu tenho um grande amigo.

Saturday, 4 July 2009

Womanly

Ando burilando um certa exuberância intermitente, que além de cair bem, me coloca a par do barulho que a chuva grossa faz na mata.

Por ser inconstante, a exuberância, vem em surtos e sem cerimônia instala-se; não tarda os surtos ficam espaçosos, despreguiçosos alongam-se no bote da canícula do verão; assim me tomam por inteira. Peço perdão, ando womanly ultimamente. Os sonhos têm dito assim. Resisto à reforma ortográfica. Nunca vai haver Maicosuéis, Suelens, Tins, Tons e Tais em terras lusófonas?

Os outros - uns gostam, embarcam; outros nem tanto e há ainda aqueles que se espantam. Como eles sou eu, sendo múltlipa até o talo, o gigantismo faz a festa e se multiplica.

Ah, isso então. Me vejo em tudo; estou, nesses momentos, em tudo. Sou tudo. Baita bom.

Disso tudo, sem em nada desprezar o sumo, porém indescritível, cuspo alguns caroços. Um foi sonho: quatros moças prenhas encontram-se em um ponto cardinal de suas barrigas. Cada uma debulha-se em um aspecto de estar prenha. Naturais, possíveis, adoráveis, o quatrilho são aspectos meus? É espelho? É o mundo se renovando? Baita bom.

Outro caroço de fruta. O mar está de um azul produndo, encarneirado por causa do vento forte nesse julho de 2009. Revolto em si mesmo engendra uma multidão de ondinhas brancas que, desafiando a gravidade, buscam as alturas como pirâmides azuis escuras. Nada disso impede, porém, que a onda mais bojuda busque se agigantar e irrompa em direção às franjas de São Conrado rasgando o espaço em fenômeno de interseção de vários elementos. Suas cristas luminescentes e aquosas permitem que o vento as empurre para trás, bem como que o sol do meio-dia ali imiscua-se, iniciando (aonde mesmo?) um arco-íris, que persegue as gotas que o vento carrega na direção contrária. De tirar o fôlego. Baita bom.

Peço perdão, ando womanly ultimamente.

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Vídeo no YT: Time lapse in Rio de Janeiro

Friday, 3 July 2009

A quem pertence?

Saudades da Ilha Grande "Como o budismo pode ajudar as pessoas a lidar com a crise econômica?

A crise é um reflexo de um sistema que seguimos no nosso dia a dia - lidamos como os sintomas, não com as causas. Se a pessoa está com dor de cabeça, toma um remédio. Esquece que não dormiu o bastante ou que tem uma alimentação inadequada. Se há violência na sociedade, as pessoas investem em segurança e fazem vista grossa às desigualdades. Resolve-se o sintoma num ponto, mas rapidamente ele aparece em outro.

A crise surgiu porque o sistema econômico não é sustentável. Não se pode manter um estado de bem-estar e crescimento que depende do sofrimento de outras pessoas - 3 bilhões vivem abaixo do nível de pobreza e 2,5 bilhões são pobres. É um sistema que depende do uso ilimitado de recursos esgotáveis. O bem-estar da sociedade é erroneamente associado ao bem-estar econômico e a avaliação da economia é baseada na estabilidade e poucos países ricos. A crise é consequência do egoísmo, da ganância pelo consumo e de um ponto de referência de sucesso no acúmulo de bens e dinheiro. O colapso do sistema está no início. A solução que está sendo colocada continua olhando apenas o sintoma, não a raiz do problema."

Trecho da entrevista do Lama Michel Rinpoche à Revista Planeta, julho de 2009.

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Recentemente li um interessantíssimo artigo de Lala Deheinzelin sobre a necessidade urgente de mudarmos os índices que mensuram a economia, que andam considerando apenas os "valores tangíveis", quando somos movidos em grau muitas vezes maior por "valores intangíveis" (bem-estar, por exemplo) e que, por não serem "remuneráveis", não são considerados como índices de mensuração da riqueza econômica.

Bem como o recado aí de cima do Lama Michel. É verdade, investimentos em mercados financeiros (especulação, dinheiro que gera mais dinheiro) seriam apenas plausíveis e razoáveis em um planeta onde não houvesse um único ser humano miserável, o que dirá quase que um continente inteiro, como a África.

Outra reflexão que ando fazendo. Parte da mídia tradicional anda se queixando do território livre da internet, onde compartilhamos "suas" notícias sem lhes pagar direito autorais.

Mas, juro, realmente, pra mim é muito difícil "captar" que lógica é essa. Não entendo. A quem pertence o que Lama Michel disse? Apenas a ele mesmo e àqueles que compraram ou emprestaram a revista?

Putz, não, né? Suas palavras representam um bem intangível, um bem comum. Que bom que, graças à internet e às novas mídias, um número maior de pessoas podem ter acesso a elas. (Como seria, por exemplo, se o Lama achasse que a ação transformadora de "sua" sabedoria nas pessoas devesse ser remunerada?)

Mas ainda bem que não, isso não faz sentido algum.

Precisamos repensar a economia.

Monday, 29 June 2009

Nascer do sol em Plutão

Café da manhã em Plutão Foto de Romeo Silva Filho (do blog amigo Tempere com Alegria),
tirada em uma plataforma no Oceano Atlântico
(ah, não vi esse nascer do sol, eu estava em Plutão e o sol brilhava).

Como exemplo de verdade relativa e absoluta, considere o nascer e o pôr-do-sol.
Somente da perspectiva de um observador que esteja na superfície da Terra (ou próximo a ela) é que o sol nasce e se põe.
Distante no espaço, veria que o sol brilha sem parar.
Autor: Eckhart (é claro!) Tolle, em "Um Novo Mundo"

Depois de passar uma noite iluminada junto aos generosos raios do sol, não hesitei em prolongar a viagem e fui tomar café da manhã em Plutão, onde todas as línguas são compreensíveis e diploma não se usa (portanto lobbies de empresas jornalísticas contra a sua obrigatoriedade são inócuos; no espaço todos são possíveis). O cardápio: blueberries (ó, não sei como se diz em português; mirtilo, talvez?) com creme chantilly, croissants quentinhos de brie com um pouco de damasco, suco de abacaxi com hortelã, café pingado do bom, prana à vontade e uma toalha quadriculada branca e vermelha. O cheiro era o da Mata Atlântica e as companhias agradabílissimas. Os meninos de Sigur Rós passaram por nós. Eu os segui e aqui estou, com vocês. Até agora.

Monday, 22 June 2009

Glósóli

Sigur Rós - Glósóli from sigur-ros.co.uk on Vimeo.

Saturday, 20 June 2009

Uma luz visível

An Invisible Light from MUZIEKTELEVISIE.NL on Vimeo.

"Ao erguer os olhos para o céu claro à noite, você pode compreender com a maior facilidade uma verdade que é ao mesmo tempo simples e extraordinariamente profunda. O que é que você vê lá em cima? A Lua, os planetas, as estrelas, a faixa luninosa da Via Láctea, quem sabe um cometa ou até mesmo a vizinha Galáxia de Andrômeda a 2 milhões de anos-luz. Sim, mas simplificando ainda mais, o que você vê? Objetos flutuando no espaço. Então, o que forma o universo? Objetos e espaço.

Se você não fica sem palavras ao voltar seus olhos para o céu numa noite clara, então não o está observando de verdade, não está consciente da totalidade do que há ali. Provavelmente, está focalizando apenas os objetos e talvez tentando nomeá-los. Caso alguma vez você tenha se maravilhado ao olhar para o espaço - e talvez até sentido um profundo respeito diante desse mistério incompreensível -, isso mostra que abandonou por um momento seu desejo de explicar e rotular e se tornou consciente não só dos objetos como da profundidade infinita do espaço em si mesmo. Deve ter permanecido silencioso o bastante em seu interior para notar a vastidão em que esses mundos incontáveis existem. O sentimento de admiração não decorre do fato de que há bilhões de mundos ali, mas da profundidade que contém todos eles.

Não conseguimos ver o espaço, é claro. Também não podemos ouvi-lo, tocá-lo, nem sentir seu gosto e seu cheiro. Então, como somos capazes de saber que ele existe? Essa pergunta aparentemente lógica contém um erro fundamental. A essência do espaço é a imaterialidade, portanto ele não "existe" no sentido convencional da palavra. Apenas as coisas - formas - existem. Até mesmo chamá-lo de espaço pode ser enganador porque, ao nomeá-lo, nós o transformamos num objeto.

Vamos considerar da seguinte maneira: existe algo dentro de nós que tem afinidade com o espaço, e é por isso que somos capazes de ter consciência dele. Consciência dele? Isso não é totalmente verdadeiro também porque, como podemos ter consciência do espaço se não existe nada lá de que possamos ter consciência?

A resposta é ao mesmo tempo simples e profunda. Quando estamos conscientes do espaço, não estamos de fato conscientes de nada, a não ser da consciência em si - do espaço interior da consciência. Por nosso intermédio, o universo vai se tornando consciente de si mesmo!

Quando o olho não econtra nada para ver, essa imaterialidade é entendida como espaço. Quando os ouvidos não encontram nada para escutar, essa imaterialidade é compreendida como silêncio. Quando os sentidos, que existem para perceber a forma, encontram a ausência da forma, a consciência sem forma que está por trás da percepção e torna possível toda percepção, toda experiência, não é mais obscurecida pela forma. Quando contemplamos as profundezas insondáveis do espaço ou escutamos o silêncio nas primeiras horas do dia logo após o nascer do Sol, alguma coisa dentro de nós faz eco a isso como um reconhecimento. Então sentimos a enorme profundidade do espaço como nossa e sabemos que esse precioso silêncio que não tem forma é mais essencialmente nós mesmos do que qualquer das coisas que formam o conteúdo da nossa vida.

Os Upanixades, os antigos textos sagrados da Índia, referem-se a essa mesma verdade com as seguintes palavras:

O que não pode ser visto pelos olhos, mas por meio do qual os olhos podem ver, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram. O que não pode ser escutado pelos ouvidos, mas por meio do qual os ouvidos são capazes de ouvir, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram... Aquilo que não pode ser compreendido pela mente, mas por meio da qual a mente consegue pensar, é conhecido unicamente como Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram."

Fonte:
Trecho de "Um novo mundo" de Eckhart Tolle, capítulo "No universo exterior assim como no universo interior", Editora Sextante, pág 191.

Esse trecho de Um novo mundo também está disponivel do Scribd


Saturday, 13 June 2009

Samba em Rockland

Bloemfontein, África do Sul, 12 de junho: a seleção brasileira, que está participando da Copa das Confedereções, realiza o seu primeiro treino.

As lentes das câmeras, acostumadas a ter como foco principal a seleção e seus craques milionários, não hesitaram em mudar de rumo e registraram a linda e comovente festa da torcida sul-africana no Seisa Ramabodu Stadium.

A alegria esfuziante da torcida, formada por homens, mulheres e crianças pobres do bairro de Rockland levou os jornalistas às lágrimas. E nos faz refletir, como não? O que nos move? O que nos faz realmente estar bem, felizes?

Ah, que lindo. Obrigada, meninos de Rockland.

Essa Copa das Confederações promete.

Fontes:

Blog Planetaquerola, You Tube

Plow!

"Na tradição cabalística, as letras e os sons representam os elementos de que Deus se serviu para criar o mundo. Portanto, existe uma espécie de alfabeto cósmico, cujas letras são simbolizadas pelas letras do alfabeto hebraico. Estas letras estão ligadas umas às outras no Universo. Aquele que sabe associá-las, ajustá-las, para formar palavras, frases, poemas, é um verdadeiro escriba.

O escriba, no sentido iniciático do termo, é aquele que sabe transpor os elementos da língua, as letras do alfabeto, para todos os domínios da vida e, em particular, para si mesmo; ele esforça-se por juntar e ordenar esses elementos para que daí resulte uma “palavra” bela e harmoniosa. E é isso o mais difícil. Quando a desordem aparece no homem, é porque as“palavras” estão mal colocadas; ele misturou-as sem ciência, sem sabedoria. Ele deve, pois, aprender a ordem correcta das palavras."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Esse bebê e seu pai (?) são escribas!

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Ainda que eu fale

a língua dos homens e dos anjos,

se não tiver amor...

Epístola de Paulo

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Dedico este post a uma querida amiga que hoje aniversaria. O que desejo pra ela?

Plow!

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http://www.youtube.com/watch?v=5P6UU6m3cqk

Wednesday, 10 June 2009

Ovni em Niterói!?

Esses videomakers são muito criativos, não? Esse vídeo tem apenas 15 segundos! Foi feito pelo meu querido amigo Lucci exatamente na hora da passagem do falso ovni pelo Rio em 23/05/2009.

Gostaram? Aí vai o link no YT: http://www.youtube.com/watch?v=yoCFDzOj4_c

Monday, 8 June 2009

Minha pedra ametista

Ametista me remete à dentista; a MPB explica "Eu te saúdo, estrangeiro", disse-me. "O que procuras junto a um velho?"

"Busco um mestre", respondi com humildade. "Desejo conhecer a verdadeira Doutrina, aquela que me indicará o caminho da bondade. Há muito, muito tempo, tenho andado por este belo país à procura de alguém que me possa ensinar. Mas as pessoas que encontro parecem mortas, e sinto-me tão miserável quanto antes."

"Isso não é bom, nada bom", murmurou o sábio. "Não se deve desejar tanta bondade. Não busques muito, nem tão intensamente, pois assim jamais encontrará a verdadeira sabedoria. Sabes como o Imperador Amarelo recuperou sua pérola maravilhosa? Bem, vou contar-te como:

"O Imperador Amarelo, perambulando um dia pelo norte do Mar Vermelho, escalou o pico do monte Kun-Lun. Ao retornar rumo ao sul, perdeu a maravilhosa pérola que tanto estimava. Ordenou ao Saber que a reencontrasse, e nada obteve. Ordenou à Magia que a reencontrasse, mas foi em vão. Ordenou ao Poder Supremo que a reencontrasse, e o resultado foi o mesmo. Por fim, pediu ao Nada, e este a trouxe de volta. "Que estranho!", exclamou o Imperador Amarelo. "O Nada a encontrou!"

"Entendes, meu jovem?"

"Creio que sim", respondi, "a pérola era a sua alma. E não só isso: o conhecimento, a visão, a palavra tendem mais a obscurecer a alma que iluminá-la. Somente a absoluta ausência de ação permitiu ao imperador reencontrar a consciência de sua alma."

Autor da história: Chuang Tsé, discípulo de Lao Tsé*

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Este noite nada quero procurar. Pedirei ao Nada que me ajude a trazer de volta a minha pérola maravilhosa. Fecharei os olhos, dormirei profundamente e amanhã será a primeira imagem que meus olhos verão.

Terá a cor lilás? Será diáfana como um véu? Límpida como o céu de anil do verão? Ou cinza-chumbo como as tempestades que amo?

Ó, não sei. Esta noite nada sei. Esta noite nada quero procurar.

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*Trecho do livro "Wu Wei, a sabedoria do não-agir"**, de Henri Borel, Attar Editorial, 1997, pág 28.

**Livro descoberto ao acaso, uma vez que foi citado em um livro que folheei na livraria outro dia, algo como "O bem e o mal na obra de Guimarães Rosa". Abri esse livro e escolhi para ler o ensaio sobre o conto de Guimarães "A terceira margem do livro".

Thursday, 4 June 2009

A paz pode acontecer agora mesmo

Robert Happé Chegou a hora de parar de ler os jornais,
parar de ouvir aqueles líderes que estão totalmente confusos
e se expressam com extrema violência.
Os verdadeiros líderes vão sempre direcioná-lo para você mesmo,
sempre vão direcioná-lo para criar paz.
A paz não é algo que demore anos e anos de negociação
A paz pode acontecer agora mesmo,
simplesmente ao tomarmos a decisão de que queremos paz.


Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan.
Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência.


Seminários e workshops de Robert Happé
O próximo é no Rio, no dia 23 de de junho.

Wednesday, 3 June 2009

O princípio da projeção psicanalítica

Eta!Estamos quase precisando de uma lupa para apreciar a tirinha aqui em cima. Vou providenciar um ajuste.

Vocês conhecem o princípio da projeção psicanalítica? Muito interessante! Sabiamente preconiza que quando o outro faz um comentário enfático sobre você, na verdade, ele está falando sobre ele mesmo. Algo que não é muito fácil admitir, ou ver, ou encarar é atirado para cima daquele que é o primeiro que aparece, ou é o mais cordato, ou até que está fazendo algo similar, mas que não é um problema em si para ele, o protagonista da ação naquele momento, mas sim para o observador.

Colocando-se os adjetivos nos devidos lugares, pode-se aprender muito sobre o comportamento humano. Muito sobre os outros e muito sobre nós mesmos. Principalmente aprendemos na prática como não nos deixar estigmatizar por características que não são nossas.

Duas citações. A primeira apenas para lembrar que eu não me chamo Manuel!

"Siga-se, para ver, o conhecidíssimo figurante, que anda pela rua, empurrando sua carrocinha de pão, quando alguém lhe grita; - "Manuel, corre a Niterói, tua mulher está feito louca, tua casa está pegando fogo!..." Larga o herói a carrocinha, corre, voa, vai, toma a barca, atravessa a Baía quase... e exclama: - Eu não em chamo Manuel! Não moro em Niterói, não sou casado e não tenho casa!"

(Guimarães Rosa em "Tutaméia")


A segunda: um texto mais técnico, mas bem bacaninha.

“O indivíduo atribui a outrem as tendências, os
desejos, etc., que desconhece em si [...]”.
Conteúdos inconscientes que foram recalcados
deslocam-se para o meio externo e são dirigidos
a outros (sujeitos e/ou objetos) como estratégia
de satisfação.
Dentre as teorias psicológicas, a que mais
utiliza a projeção no arcabouço teórico é a
Psicanálise. Para explicitar a manifestação da
projeção, a teoria psicanalítica ampliou o sentido e
definição do conceito, concebendo-a como uma
operação na qual o sujeito expulsa de si e localiza no
outro, pessoa ou coisa, as qualidades, os desejos, os
afetos, os sentimentos e até mesmo os “objetos” que
estão internalizados e ele desdenha e/ou recusa
aceitar e/ou admitir que lhe são pertencentes.
(LAPLANCHE E PONTALIS, 1986). Para justificar
a existência dos eventos por eles produzidos, o
indivíduo desloca-os para alguém ou alguma coisa
que esteja fora, realizando uma ação projetiva.
Sandler (1989, p.14) afirma que Freud usou
este termo de várias formas, mas, no sentido amplo,
“[...] como a tendência a buscar uma causa externa,
antes que interna [...]”. Assim, se algo é modificado
no interior, tende-se a buscar explicar como sendo
resultado de acontecimentos internos ou externos, e
se há dificuldade em aceitar a causa interna, de
imediato, a dirigimos para o exterior.

Fonte:
http://linux.alfamaweb.com.br/sgw/downloads/161_063102_10.pdf.

Escola de anjos

Escola de anjos
Escola de anjos bellalychow Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos...
Autor desconhecido

Monday, 25 May 2009

What is that? | O que é aquilo?

Um pequeno filme grego que dispensa comentários (mas serão sempre bem-vindos). Com legendas em português.

Duração/Length: 5:31 min ~ Ano/Year: 2007

What is that? Τι είναι αυτό

A short Greek film by Constantin Pilavous. Captions in English.

More about Constantin Pilavious

Born in Athens, Greece, in 1984. Went to high-school in Brockwood Park School were amongst other subjects also studied film-making. He completed his studies in Athens and now works as a director and producer in films and advertisements.

Filmography:

- The 14th tick (2001)

- The Monkey's Paw (2002)

- What's happening? (2003)

- Kony (2004)

- Dogma#150: Walking (2005)

- theseries.gr (2006 - 2007)

- What is that? (2007)

- Small Pleasures (2008)

Sources: Facebook (info about director), You Tube em português, em inglês.

Saturday, 23 May 2009

É tudo verdade, ovni sobrevoa o Rio


Ótimo vídeo no YT da usuária littlezei.
O comentário da mãe dela no fim é sensacional
Outro, muito bom, esse é do TheRogeriorolo, em Copa,
dá pra ver a quantidade de gente na orla

O sobrevôo de um falso ovni (UFO, disco voador) nos céus do Rio em 23/05/2009 é uma obra do artista americano Peter Coffin, especializado em intervenções urbanas. Segundo ele, esta não é uma homenagem à intervenção (inclassificável) de Orson Welles, em 1938, quando ao dramatizar a leitura de "A Guerra dos Mundos", de H.G. Wells, simulou uma invasão alienígena à Terra e levou pânico à população.

Muito pelo contrário, em tempos de web 2.0, o seu interesse é observar a reação das pessoas ["A reação ao disco é mais importante do que a própria obra"] e convidá-las a registrar a passagem do disco. O material (fotos, vídeos) que for enviado para o site http://www.discovoador.art.br/ será catalogado e os melhores registros vão fazer parte de um exposição a ser realizada no Oi Futuro.

O vídeo aqui embaixo mostra como o ovni de Coffin se comportou em Gdansk, na Polônia, em julho de 2008.



Tomo a liberdade de dizer que os cariocas, por sua vez, que assistiram à passagem do falso ovni, parafrasearam Caetano Veloso em seu exílio londrino.

While my eyes, go looking for flyings saucers in the sky.

Curisosidade sobre o projeto
  • Coffin está sendo patrocinado pela fundação polonesa Open Art Projects(http://www.openartprojects.org/) capitaneada por Magda Materna.
  • Tentou realizar o projeto em Nova Iorque, mas não obteve permissão, uma vez que a cidade ainda está abalada com os efeitos do 11 de setembro.
  • Segundo Coffin o Rio é um lugar propício para a passagem do disco, por sua atmosfera positiva. "Aqui existe uma atitude de comunidade. As pessoas são abertas, mais curiosas do que medrosas. Imagino uma grande festa."
  • Ainda Coffin: "Cresci nos anos 1980, durante a Guerra Fria, quando o outro ameaçador, o alien, era identificado como comunista. O óvni fala do que não conhecemos."
  • Entusiasmou-se quando descobriu o livro "Um mito moderno das coisas vistas nos céus", de Carl Jung.

Curiosidades sobre o ovni de Peter Coffin

  • O disco foi construído em alumínio, tem 7 metros de diâmetro e 15 mil luzes de tecnologia LED.
  • Percurso: 190km da Barra até o Flamengo em cerca de 2 horas. (Uma proibição da ANAC alterou este percurso.)
  • O disco pesa 800 quilos e voa preso a um helicóptero por um cabo de aço.

Friday, 22 May 2009

As ordens do amor

Álbum de família, Berlim Álbum de família, Berlim

Álbum de família, Chorinchen Álbum de família, Chorinchen

Se algo te assombra, encobre ou reveste, nem que seja com um palito de fósforo, acenda uma luz e um mundo completamente novo e supreendente vai se apresentar. Nada que estava escondido ou obscuro vai se atrever a perdurar. Nada ousará ser muro, apenas porta. Porta e porta e porta. Por onde passam e passarão gerações de libertos, estes sábios que aprenderam a obedecer às ordens do amor.

O amor nunca, nunca falha. Quietinho, aplacado e até injustiçado ele irrompe, represa mal calculada por engenheiros ignóbeis, avaros, mas principalmente ignorantes de que o amor, este, é sempre vencedor.

Em glória, se manifesta. Cada vez mais forte. Cada vez mais transparente e luminoso, indiferente aos pavões misteriosos, muitos, mas que não sabem voar. Foi exatamente para isso atravessamos todo aquele caminho e para trás deixamos uma ponte que um dia fez fronteira com a Romênia. Foi para isso que um e outro ficaram para trás, perderam e acharam, riram e choraram. Foi para que retomássemos, para que continuássemos, bem mais adiante, talvez ainda um pouco trôpegos, mas decerto que mais urgentes de nós mesmos, mais conscientes e gentis e principalmente mais reverentes, respeitosos e cumpridores das ordens do amor.

Avante seguiremos, com passo firme e calmo. Com o coração exausto e sereno, já sem perguntas e as histórias escritas em pedras. Veio o mar. Veio o mar. E a enxurrada não nos levou. O amor venceu. O amor vence. Obrigada a todos (familiares ou não, os seres compassivos, os seres adoráveis, os seres amáveis). Cada coisa está em seu lugar.

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Bert Hellinger é o "pai" da piscoterapia por ele desenvolvida conhecida como "As Ordens do Amor" ou "Constelações Familiares". Para ele, o amor é o único sentimento básico. Outros sentimentos, como raiva e medo, são secundários, porque derivam da falta de amor.

Não foi por acaso que redescobriu durante o seu trabalho com centenas de sistemas familiares que o reconhecimento do amor que existe no seio das famílias comove as pessoas e muda suas vidas. Porque um amor rompido em gerações anteriores pode causar sofrimentos aos membros posteriores de uma família, o processo de cura exige que os primeiros sejam relembrados.

Enfim, Hellinger é um psicoterapeuta que faz um trabalho inovador, eficaz e bastante interessante. Encontrei um belo texto sobre a sua teoria e prática, talvez um pouco longo para colar aqui. Então aí vai o link, do Portal do Servidor do site do Senado Federal.

Wednesday, 20 May 2009

Eu sou uma amadora



E ainda tem gente que diz por aí que a internet é "coisa de amador".

Gostou do vídeo caseiro?

Também acha que a web é de e para todos? Que dividir a web entre profissionais e amadores é retrô? Leiturinhas interessantes:

antonio, pedro, gil, sérgio e erica

Onde estão seus móveis?

Uma mesa é uma mesa é uma mesaOnde estão os seus móveis?

No século passado um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília se resumiam a uma cama, uma mesa e um banco.

Onde estão os seus móveis? Perguntou o turista.

E o sábio, bem depressa, perguntou também. E onde estão os seus?
- Os meus? Surpreendeu-se o turista.
- Mas estou aqui só de passagem!

- Eu também, concluiu o sábio.
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E eu, que também sigo cartilhas, respiro fundo e penso, sim, é belo, possível e praticável o conceito oriental observing the observer (observando o observador).

:-)

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Sunday, 17 May 2009

Minha terra tem palmeiras

Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão @BurgerKing: "One way ticket to Rio not necessary. You'll feel like you´re robbing us" ("Não é necessária uma passagem só de ida para o Rio. Você vai sentir como se estivesse nos roubando")

@WashingtonOlivetto RT: @BurgerKing: "Céu azul, praia e gente feliz. O carioca não pensa em comprar uma passagem só de ida para Londres". ("Blue sky, beaches, happy people. Cariocas are not interested in buying one way tickets to London.")

Câmbio. Desligo.

Imagem: Jornal O Globo
Texto: Diversos, diversos, diversos
Música incidental: Samba do avião, de Antonio Carlos Jobim

Wednesday, 13 May 2009

The bare necessities of life

The bare necessities

Look for the bare necessities
The simple bare necessities
Forget about your worries and your strife
I mean the bare necessities
Old Mother Nature's recipes
That brings the bare necessities of life

Wherever I wander, wherever I roam
I couldn't be fonder of my big home
The bees are buzzin' in the tree
To make some honey just for me
When you look under the rocks and plants
And take a glance at the fancy ants
Then maybe try a few

The bare necessities of life will come to you
They'll come to you!

Look for the bare necessities
The simple bare necessities
Forget about your worries and your strife
I mean the bare necessities
That's why a bear can rest at ease
With just the bare necessities of life

Now when you pick a pawpaw
Or a prickly pear
And you prick a raw paw
Next time beware
Don't pick the prickly pear by the paw
When you pick a pear
Try to use the claw
But you don't need to use the claw
When you pick a pear of the big pawpaw
Have I given you a clue ?

The bare necessities of life will come to you
They'll come to you!

So just try and relax, yeah cool it
Fall apart in my backyard
'Cause let me tell you something little britches
If you act like that bee acts, uh uh
You're working too hard

And don't spend your time lookin' around
For something you want that can't be found
When you find out you can live without it
And go along not thinkin' about it
I'll tell you something true
The bare necessities of life will come to you

Lyrics from the Jungle Book, video from You Tube